Esse trabalho é resultado da pesquisa de doutoramento e tem o objetivo de analisar sob o ponto de vista histórico-social, o conjunto da obra de Carlos da Silva Prado (1908-1992), mais conhecido como Carlos Prado, atuante no modernismo como artista plástico, arquiteto e teórico da arquitetura funcional, no período 1930-1990. Com uma produção diversificada em termos de técnicas empregadas, estilos e temas, os trabalhos da fase popular ou folclórica, assim como os sociais, inclusive aqueles realizados sob o ponto de vista do urbanista, onde criou um panorama da urbe ao mesmo tempo moderna e com sérios problemas de infraestrutura, como a falta de transportes e moradias para as classes econômicas menos privilegiadas, relacionam-se entre si e evidenciam as diferenças entre progresso e atraso, ricos e pobres. Carlos Prado foi um pintor do modernismo paulista, que adotou a temática popular e social, imprimindo em seus trabalhos uma visão idealizada do passado sob o ponto de vista de um aristocrata, que absorveu a ideia de "brasilidade" defendida pelos críticos Mário de Andrade e Sérgio Milliet. O seu afastamento do sistema das artes plásticas na década de 1960 deve-se à atitude que assumiu de evitar a convivência com as pessoas uma vez que não se adaptou ao mundo capitalista, quando as artes plásticas também ficaram sujeitas às leis da oferta e demanda. Portanto temos como hipótese complementar que ele via no passado as bases para a construção de um futuro utópico, enquanto a modernidade parecia ignorar os valores humanos, incentivando o consumismo, o império do fetichismo da mercadoria e do dinheiro. Para adquirir esse produto, nos envie uma mensagem. Aceitamos transferência em conta ou PayPal.

Carlos Prado Trajetória de um Modernista

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